ULTIMOS ESTUDOS
- O NICOLAISMO
- S H Montgomery Provai os Espiritos
- Por que quatro Evangelhos?
- OS FILHOS DE DEUS
- OS ATRIBUTOS DE DEUS
- O VERDADEIRO DEUS.
- O VERDADEIRO DEUS.
- O VERDADEIRO DEUS
- L A Justice Como Deus Fala Hoje
- Estudo das Palavras que Descrevem a Palavra Pecado
- L A Justice Cap 8 Catrolicismo e a Idolatria
- Conhecendo o Amor Verdadeiro2
- CORINTO E SEUS PROBLEMAS
- Cap. 17 e 18 (Daniel)
- Cap. 17 e 18 (Daniel)
- APOSTASIA2
- apocalipse17e18
- A Verdade do Natal
- A ORIGEM DO NATAL
- A DISCIPLINA
A IGREJA DE CORINTO E SEUS PROBLEMAS
Na semana passada iniciamos um estudo a respeito da Igreja de Corinto. Vimos que a Igreja foi organizada pelo apóstolo Paulo. Também vimos que ele trabalhou naquela cidade durante um ano e meio. Notamos que Corinto era uma cidade comercial, e que devido a isto, ela era uma cidade corrupta. Os aventureiros pelo dinheiro e pelos prazeres procuravam a cidade de Corinto, pois ela oferecia facilidade para ganhar dinheiro e gozar dos prazeres da carne.
Paulo chegou nesta cidade no final de 51 a.C., vindo da cidade de Atenas, onde ele tinha pregado o evangelho para os intelectuais daquela cidade. Leia Atos 17:15-34. Em Atenas o apóstolo tinha ficado indignado com a idolatria que dominava os atenienses, Atos 17:16.
Chegando à cidade de Corinto, ele ficou trabalhando com o casal Áquila e Priscila, pois tinham o mesmo ofício de confeccionar tendas, Atos 18:3. Além disso, Paulo queria ficar junto com alguém que tivesse a mesma cultura religiosa que ele tinha. O casal era judeu e, naturalmente, conhecia a religião antiga dos judeus, e também a história recente do Messias que tinha morrido em Jerusalém, conforme as profecias do Antigo Testamento.
No início ele trabalhou com Áquila e Priscila, mas depois de alguns dias, Timóteo e Silas se ajuntaram com eles, vindo da Macedônia, Atos 18:5. Foi então que Paulo se entregou de corpo e alma na pregação do evangelho, e com a visão que teve, na qual o Senhor o encorajava a pregar a sua palavra, ele trabalhou no evangelho e deixou uma igreja forte na fé em Corinto.
Depois que ele saiu de Corinto, outros pregadores passaram pela Igreja. Alguns eram bons e bem-intencionados, outros porém, eram de má índole. Nem todos os pregadores são sinceros na entrega da palavra do Senhor. A respeito disso Paulo mesmo disse aos filipenses o seguinte: ?Verdade é que alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade...?, Filipenses 1:15.
Alguns destes pregadores mal-intencionados chegaram a Corinto depois de Paulo, e queriam prejudicá-lo, causando divisão e facção na igreja. E foi justamente o que aconteceu com a Igreja de Corinto. A Igreja ficou não só dividida, mas outros problemas graves surgiram entre os irmãos.
Na introdução de sua carta Paulo disse: ?...aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso...? (I Coríntios 1:2).
Esta igreja em Corinto não era conhecida por sua maturidade espiritual; na verdade, exatamente o oposto em verdade. Sua vida ímpia contrastava fortemente com sua nobre posição de santos em Cristo.
Considerando que os santos são separados para Deus, há também um significado de piedade ou santidade. Aquele que é chamado para ser santo (cristão) é responsável em conduzir sua vida de tal modo que ela venha a igualar-se com a sua separação para Deus. Todos os crentes são santos sem consideram sua maturidade espiritual. Mas todos os crentes têm a responsabilidade de fugir de toda a impureza, I Tessalonicenses 4:7.
Observe que toda a Igreja em Corinto era composta de santos, não só de pastores, anciãos e diácono. Não eram pessoas anormais, vestidas de alguma roupa esquisita ou separadas da sociedade como monges ou freiras. Antes, eram todos santos, em todos os lugares, em todo o tempo.
Você sabia que uma igreja por mais firme que ela seja, doutrinariamente, ela mesmo assim tem problemas? Os santos em Cristo Jesus têm seus problemas. Leia as cartas de Cristo endereçadas às igrejas da Ásia, capítulos 2 e 3 de Apocalipse. Observe que estas igrejas, apesar de ter suas boas qualidades, ainda tinham problema.
Quando Jesus andou com a sua Igreja na terra, ele tinha que ajudá-la a superar seus dilemas do dia-a-dia. Estude os quatro evangelhos que contam a história de Jesus e seus discípulos para confirmar esta verdade. Jesus tinha que censurar constantemente seus seguidores. Vamos examinar algumas passagens:
?E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois?, Lucas 9:54-55.
?Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens?, Mateus 16:23.
O fato dos santos terem problemas não prova a insuficiência da graça de Deus para uma vida cristã vitoriosa. Apenas revela nosso fracasso em receber a sua suficiência. É o fator humano, não o divino, que causa os problemas. A falha é sempre do homem e não de Deus. A fraqueza humana não invalida a misericórdia de Deus. Veja o que Paulo disse aos irmãos de Roma:
?Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado?, Romanos 3:3-4.
Esta passagem em Romanos que acabamos de analisar, claramente mostra que Cristo é suficiente não só para atender às necessidades daquele que crê nele, mas também Jesus é a solução dos problemas que surgem no cotidiano da vida.
A graça de Deus inclui mais do que a nossa salvação. É a porta aberta a um vasto suprimento de poder divino e riquezas infinitas nas quais cada filho de Deus tem direito de entrar.
Já observamos que Corinto era uma importante cidade da Grécia. A cidade era famosa em dois aspectos: pela sua cultura, comércio e riqueza, mas também por sua impiedade. Alguns historiadores dizem que a população era de cerca de 400.000 a 500.000 habitantes. Era tão perversa moralmente que o nome da cidade passou a ser usado finalmente para descrever certa perversão sexual. O alcoolismo e a sensualidade estavam na ordem do dia. Grande parte disso se devia à religião daquele lugar. A adoração centralizava-se na deusa do amor, Afrodite, à qual estavam associadas 3.000 sacerdotisas consagradas à imoralidade.
Bem no meio desta pocilga moral, Deus escolheu alguns homens e mulheres para demonstrar o seu poder salvador e santificador. Em dezoito meses uma igreja estava organizada. Muitos homens e mulheres aceitaram a Jesus no coração, mas infelizmente, alguns dessas pessoas trouxeram consigo seus vícios e pecados da antiga vida de imoralidade. A igreja de Corinto recebeu o contágio do pecado que predominava a cidade. Capítulo 5 revela que um homem, membro da igreja, teve a petulância de adulterar com a mulher de seu próprio pai. Provavelmente era a sua própria madrasta.
Conforme já observamos, Paulo chamou os irmãos de santos em Cristo Jesus. Sim, apesar de tudo, eles eram santos, ou literalmente, separados para servir a Deus. Também já notamos que não obstante a nossa muita fraqueza, Cristo é a nossa suficiência no viver de cada dia.
O problema da Igreja de Corinto foi revelado pela casa de Cloé. Paulo mesmo não escondeu a verdade dos coríntios, I Coríntios 1:11. Naturalmente, Paulo não queria que os informantes não fossem considerados simples delatores. A informação brotou uma preocupação espiritual profunda, de pessoas que conheciam em Paulo aquele que poderia ajudar a igreja.
O problema era causado por seguidores de homens. Toda a igreja era culpada de ?partidarismo?. De alguma forma, ao engrandecer os instrumentos humanos, perdiam de vista o Salvador. Até mesmo as pessoas que se recusavam a seguir os homens orgulhosa e piamente declaravam que eram de ?Cristo?, I Coríntios 1:12.
O remédio de Paulo para o problema era colocar Cristo no centro. Os coríntios tinham excluído Cristo do centro de seus corações. Eles colocaram em seus egos os homens mortais e pecadores. Os homens eram valorizados, e, Jesus Cristo, o Salvador tinha sido excluído de suas vidas.
Paulo enviou três cartas para ajudar a Igreja de Corinto. A primeira carta que foi mandada por Paulo não a temos. Temos somente as duas últimas cartas. Contudo, sabemos que a primeira carta também tinha como objetivo ajudá-los a vencer suas dificuldades. Veja I Coríntios 5:9.
Muitos séculos se passaram desde que Paulo escreveu esta carta prática ao povo da igreja em Corinto. A natureza humana não mudou em nada. Os conflitos de personalidade ainda atuam nas igrejas de nossa época.
O apóstolo tinha que ensinar que o verdadeiro fundamento da Igreja é Jesus Cristo, I Coríntios 3:10-11. Sem Jesus que é o fundamento, a principal pedra de esquina, seria impossível a sobrevivência da Igreja. O apóstolo colocou Jesus como fundamento ou alicerce da fé de quem nele crê na Igreja de Corinto.
Sem Jesus Cristo não existiria uma Igreja verdadeira no planeta terra. Jesus mesmo disse que fundaria sua Igreja sobre a pedra (que é ele mesmo), e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela, Mateus 16:18.
Todas as demais igrejas e movimentos religiosos que surgiram depois da Igreja de Jesus são falsos. Todas elas estão pregando Jesus e algo mais para a salvação da alma. Todas elas falam de Cristo, mas também pregam a mentira. Somente a Igreja de Jesus, apesar de ser constituída de pessoas fracas e falíveis, continua sendo aquela que permanece fiel ao seu Salvador.
Não devemos seguir os maus exemplos da Igreja em Corinto, mas sim, aprender com os ensinamentos do apóstolo Paulo. Os erros dos coríntios motivou Paulo a escrever muitas verdades que atravessaram os séculos e chegassem até nós mediante o Novo Testamento.
A Igreja em Corinto, conquanto não seja um perfeito modelo, é digna entretanto, do nosso estudo, porque proporciona instrução e conforto ao missionário que trabalha no meio de povos estranhos e ao pastor que trabalha em uma cidade rica e mundana, onde imperam o luxo, a vaidade e a corrupção. O espírito que estabeleceu a ordem no meio da confusão e dissensão da Igreja em Corinto pode também estabelecer igrejas boas e ordeiras em qualquer parte do mundo, por mais corrupto que seja.
A meu modo de ver, como pastor de uma igreja numa cidade de 300.000 habitantes, o estudo da Igreja em Corinto é uma fonte perene de força e sabedoria. Corinto era uma cidade essencialmente moderna. Paulo, sem se deixar influenciar pela sua corrupção, derramou sobre ela os tesouros das suas riquezas espirituais. Pregou-lhe a mensagem da cruz sem reserva; declarou-lhe os mistérios da ressurreição; explicou-lhe a natureza e significação da Ceia do Senhor; insistiu em que as relações ente as pessoas fossem reguladas segundo os princípios cristãos; descobriu capacidades para o melhor naquele que era o pior, e baseou as suas mensagens e dirigiu a sua conduta pela maior força do mundo, o amor.
Trabalho preparado pelo pastor
Antônio Carlos Dias
Igreja Batista Memorial de Bauru
Segunda-feira, 20 de outubro de 2003.
Na semana passada iniciamos um estudo a respeito da Igreja de Corinto. Vimos que a Igreja foi organizada pelo apóstolo Paulo. Também vimos que ele trabalhou naquela cidade durante um ano e meio. Notamos que Corinto era uma cidade comercial, e que devido a isto, ela era uma cidade corrupta. Os aventureiros pelo dinheiro e pelos prazeres procuravam a cidade de Corinto, pois ela oferecia facilidade para ganhar dinheiro e gozar dos prazeres da carne.
Paulo chegou nesta cidade no final de 51 a.C., vindo da cidade de Atenas, onde ele tinha pregado o evangelho para os intelectuais daquela cidade. Leia Atos 17:15-34. Em Atenas o apóstolo tinha ficado indignado com a idolatria que dominava os atenienses, Atos 17:16.
Chegando à cidade de Corinto, ele ficou trabalhando com o casal Áquila e Priscila, pois tinham o mesmo ofício de confeccionar tendas, Atos 18:3. Além disso, Paulo queria ficar junto com alguém que tivesse a mesma cultura religiosa que ele tinha. O casal era judeu e, naturalmente, conhecia a religião antiga dos judeus, e também a história recente do Messias que tinha morrido em Jerusalém, conforme as profecias do Antigo Testamento.
No início ele trabalhou com Áquila e Priscila, mas depois de alguns dias, Timóteo e Silas se ajuntaram com eles, vindo da Macedônia, Atos 18:5. Foi então que Paulo se entregou de corpo e alma na pregação do evangelho, e com a visão que teve, na qual o Senhor o encorajava a pregar a sua palavra, ele trabalhou no evangelho e deixou uma igreja forte na fé em Corinto.
Depois que ele saiu de Corinto, outros pregadores passaram pela Igreja. Alguns eram bons e bem-intencionados, outros porém, eram de má índole. Nem todos os pregadores são sinceros na entrega da palavra do Senhor. A respeito disso Paulo mesmo disse aos filipenses o seguinte: ?Verdade é que alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade...?, Filipenses 1:15.
Alguns destes pregadores mal-intencionados chegaram a Corinto depois de Paulo, e queriam prejudicá-lo, causando divisão e facção na igreja. E foi justamente o que aconteceu com a Igreja de Corinto. A Igreja ficou não só dividida, mas outros problemas graves surgiram entre os irmãos.
Na introdução de sua carta Paulo disse: ?...aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso...? (I Coríntios 1:2).
Esta igreja em Corinto não era conhecida por sua maturidade espiritual; na verdade, exatamente o oposto em verdade. Sua vida ímpia contrastava fortemente com sua nobre posição de santos em Cristo.
Considerando que os santos são separados para Deus, há também um significado de piedade ou santidade. Aquele que é chamado para ser santo (cristão) é responsável em conduzir sua vida de tal modo que ela venha a igualar-se com a sua separação para Deus. Todos os crentes são santos sem consideram sua maturidade espiritual. Mas todos os crentes têm a responsabilidade de fugir de toda a impureza, I Tessalonicenses 4:7.
Observe que toda a Igreja em Corinto era composta de santos, não só de pastores, anciãos e diácono. Não eram pessoas anormais, vestidas de alguma roupa esquisita ou separadas da sociedade como monges ou freiras. Antes, eram todos santos, em todos os lugares, em todo o tempo.
Você sabia que uma igreja por mais firme que ela seja, doutrinariamente, ela mesmo assim tem problemas? Os santos em Cristo Jesus têm seus problemas. Leia as cartas de Cristo endereçadas às igrejas da Ásia, capítulos 2 e 3 de Apocalipse. Observe que estas igrejas, apesar de ter suas boas qualidades, ainda tinham problema.
Quando Jesus andou com a sua Igreja na terra, ele tinha que ajudá-la a superar seus dilemas do dia-a-dia. Estude os quatro evangelhos que contam a história de Jesus e seus discípulos para confirmar esta verdade. Jesus tinha que censurar constantemente seus seguidores. Vamos examinar algumas passagens:
?E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois?, Lucas 9:54-55.
?Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens?, Mateus 16:23.
O fato dos santos terem problemas não prova a insuficiência da graça de Deus para uma vida cristã vitoriosa. Apenas revela nosso fracasso em receber a sua suficiência. É o fator humano, não o divino, que causa os problemas. A falha é sempre do homem e não de Deus. A fraqueza humana não invalida a misericórdia de Deus. Veja o que Paulo disse aos irmãos de Roma:
?Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado?, Romanos 3:3-4.
Esta passagem em Romanos que acabamos de analisar, claramente mostra que Cristo é suficiente não só para atender às necessidades daquele que crê nele, mas também Jesus é a solução dos problemas que surgem no cotidiano da vida.
A graça de Deus inclui mais do que a nossa salvação. É a porta aberta a um vasto suprimento de poder divino e riquezas infinitas nas quais cada filho de Deus tem direito de entrar.
Já observamos que Corinto era uma importante cidade da Grécia. A cidade era famosa em dois aspectos: pela sua cultura, comércio e riqueza, mas também por sua impiedade. Alguns historiadores dizem que a população era de cerca de 400.000 a 500.000 habitantes. Era tão perversa moralmente que o nome da cidade passou a ser usado finalmente para descrever certa perversão sexual. O alcoolismo e a sensualidade estavam na ordem do dia. Grande parte disso se devia à religião daquele lugar. A adoração centralizava-se na deusa do amor, Afrodite, à qual estavam associadas 3.000 sacerdotisas consagradas à imoralidade.
Bem no meio desta pocilga moral, Deus escolheu alguns homens e mulheres para demonstrar o seu poder salvador e santificador. Em dezoito meses uma igreja estava organizada. Muitos homens e mulheres aceitaram a Jesus no coração, mas infelizmente, alguns dessas pessoas trouxeram consigo seus vícios e pecados da antiga vida de imoralidade. A igreja de Corinto recebeu o contágio do pecado que predominava a cidade. Capítulo 5 revela que um homem, membro da igreja, teve a petulância de adulterar com a mulher de seu próprio pai. Provavelmente era a sua própria madrasta.
Conforme já observamos, Paulo chamou os irmãos de santos em Cristo Jesus. Sim, apesar de tudo, eles eram santos, ou literalmente, separados para servir a Deus. Também já notamos que não obstante a nossa muita fraqueza, Cristo é a nossa suficiência no viver de cada dia.
O problema da Igreja de Corinto foi revelado pela casa de Cloé. Paulo mesmo não escondeu a verdade dos coríntios, I Coríntios 1:11. Naturalmente, Paulo não queria que os informantes não fossem considerados simples delatores. A informação brotou uma preocupação espiritual profunda, de pessoas que conheciam em Paulo aquele que poderia ajudar a igreja.
O problema era causado por seguidores de homens. Toda a igreja era culpada de ?partidarismo?. De alguma forma, ao engrandecer os instrumentos humanos, perdiam de vista o Salvador. Até mesmo as pessoas que se recusavam a seguir os homens orgulhosa e piamente declaravam que eram de ?Cristo?, I Coríntios 1:12.
O remédio de Paulo para o problema era colocar Cristo no centro. Os coríntios tinham excluído Cristo do centro de seus corações. Eles colocaram em seus egos os homens mortais e pecadores. Os homens eram valorizados, e, Jesus Cristo, o Salvador tinha sido excluído de suas vidas.
Paulo enviou três cartas para ajudar a Igreja de Corinto. A primeira carta que foi mandada por Paulo não a temos. Temos somente as duas últimas cartas. Contudo, sabemos que a primeira carta também tinha como objetivo ajudá-los a vencer suas dificuldades. Veja I Coríntios 5:9.
Muitos séculos se passaram desde que Paulo escreveu esta carta prática ao povo da igreja em Corinto. A natureza humana não mudou em nada. Os conflitos de personalidade ainda atuam nas igrejas de nossa época.
O apóstolo tinha que ensinar que o verdadeiro fundamento da Igreja é Jesus Cristo, I Coríntios 3:10-11. Sem Jesus que é o fundamento, a principal pedra de esquina, seria impossível a sobrevivência da Igreja. O apóstolo colocou Jesus como fundamento ou alicerce da fé de quem nele crê na Igreja de Corinto.
Sem Jesus Cristo não existiria uma Igreja verdadeira no planeta terra. Jesus mesmo disse que fundaria sua Igreja sobre a pedra (que é ele mesmo), e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela, Mateus 16:18.
Todas as demais igrejas e movimentos religiosos que surgiram depois da Igreja de Jesus são falsos. Todas elas estão pregando Jesus e algo mais para a salvação da alma. Todas elas falam de Cristo, mas também pregam a mentira. Somente a Igreja de Jesus, apesar de ser constituída de pessoas fracas e falíveis, continua sendo aquela que permanece fiel ao seu Salvador.
Não devemos seguir os maus exemplos da Igreja em Corinto, mas sim, aprender com os ensinamentos do apóstolo Paulo. Os erros dos coríntios motivou Paulo a escrever muitas verdades que atravessaram os séculos e chegassem até nós mediante o Novo Testamento.
A Igreja em Corinto, conquanto não seja um perfeito modelo, é digna entretanto, do nosso estudo, porque proporciona instrução e conforto ao missionário que trabalha no meio de povos estranhos e ao pastor que trabalha em uma cidade rica e mundana, onde imperam o luxo, a vaidade e a corrupção. O espírito que estabeleceu a ordem no meio da confusão e dissensão da Igreja em Corinto pode também estabelecer igrejas boas e ordeiras em qualquer parte do mundo, por mais corrupto que seja.
A meu modo de ver, como pastor de uma igreja numa cidade de 300.000 habitantes, o estudo da Igreja em Corinto é uma fonte perene de força e sabedoria. Corinto era uma cidade essencialmente moderna. Paulo, sem se deixar influenciar pela sua corrupção, derramou sobre ela os tesouros das suas riquezas espirituais. Pregou-lhe a mensagem da cruz sem reserva; declarou-lhe os mistérios da ressurreição; explicou-lhe a natureza e significação da Ceia do Senhor; insistiu em que as relações ente as pessoas fossem reguladas segundo os princípios cristãos; descobriu capacidades para o melhor naquele que era o pior, e baseou as suas mensagens e dirigiu a sua conduta pela maior força do mundo, o amor.
Trabalho preparado pelo pastor
Antônio Carlos Dias
Igreja Batista Memorial de Bauru
Segunda-feira, 20 de outubro de 2003.